Crítica: A Caixa (2009)

25/01/2010 | 16 Comentários
A Caixa

Conheça a página do filme A Caixa com todas as informações sobre o filme, incluindo sinopse, trailer e fotos.

A Caixa – The Box (2009)

A Caixa é um dos filmes mais pretensiosos desta safra. Apesar de ter a atuação de Cameron Diaz como um dos pontos altos da produção, é abusivo no que tange utilizar nomes canonizados pelos estudos filosóficos para tentar responder algumas questões levantadas pelo roteiro: o foco da vez é Jean Paul-Sartre e sua máxima de que “o inferno são os outros”.

A pergunta lançada pelo trailer é instigante: o que você faria se lhe entregassem uma caixa com apenas um botão e, se você o apertasse lhe deixaria milionário, mas, ao mesmo tempo, tirasse a vida de alguém que você não conhece? Norma Lewis (Cameron Diaz, ótima) é uma professora e o seu marido, Arthur (James Marsden, confortável no papel), é um engenheiro da NASA. Eles e o filho formam uma família que leva uma vida normal morando no subúrbio. O filme começa em 1976, Virginia. As coisas ganham novo rumo quando um misterioso homem aparece com uma proposta tentadora. Norma e Arthur têm apenas 24 horas para fazer a escolha.

Um dos maiores problemas de A Caixa está no marketing: o trailer exibido nos fornece uma idéia de suspense rápido, gotejando sangue aqui e ali, alguns gritos e um final feliz. Negação total para os afoitos pela cinematografia rasa: A Caixa nos força a entrar nas idéias do existencialismo e suas temáticas, sendo a principal delas, a máxima de Sartre “o inferno são os outros”. O embrião da frase formou-se logo após o final da Segunda grande guerra mundial. O mundo estava chocado com toda a barbárie injustificada e das relações cotidianas. O termo hoje é muito utilizado em trabalhos relacionados ao medo na sociedade e também nas relações conflituosas contemporâneas. Para Sartre, cada ser humano tem o seu projeto pessoal e, se cada um possui o seu projeto individual, conflitos surgirão à tona. Ao apertar o botão da caixa, resolve-se um problema para si, portanto, trazemos danos à vida alheia. Nas palavras de uma das personagens, morremos numa caixa (caixão), moramos numa caixa a vida inteira (casa), andamos numa caixa (a rua, cidade, o país, enfim, as comunidades imaginadas).

A Caixa

O diretor optou por utilizar alguns momentos dosados de “nonsense”, estilo em que várias informações aparentemente sem sentido pululam nos diálogos e nas cenas. O filme é auto-explicativo em seu prólogo, informando tudo sobre os mistérios da narrativa, que será fechada de forma trágica.

A Caixa é baseado no conto Button, Button do escritor Richard Matheson, conhecido por obras ligadas ao campo da ficção e fantasia, com finais surpreendentes. Com direção de Richard Kelly, esta produção que custou U$30 milhões possui 115 minutos de duração. A Caixa lembra filmes como Invasores, Os Esquecidos, A Cidade dos Amaldiçoados. O roteiro traz menos informações tecno-científicas, colaborando com o fluxo da narrativa, visto que outro ponto fraco deste gênero é o uso excessivo de informações desconhecidas pelo público em geral, ligadas aos campos biológicos e etc., dificultando a mensagem aos espectadores ansiosos do entretenimento de massa.

Crítica por: Leonardo Campos

Existem 16 comentários até agora.

  1. henrique ferreira disse em 15/03/2010 @ 14:04

    O filme é pessimo, sem sentido, tenta te prende em enigmas e situaçoes sulreais para ao final te deixar as escuras com mensagem alguma.
    Um dos piores filmes que vi esse ano, não recomendo, a sensação q tive ao ver o filme foi de angustia e no fim me senti vazio, sugiro nao assistir caso queira passar o dia com vibraçoes ruins.

  2. Moises disse em 13/04/2010 @ 13:45

    Concordo plenamente com vc Henrique.
    o filme começa com uma ótima história mas no fim vc fica sem entender nada e dá vontade de pedir o dinheiro de volta.

  3. carolina disse em 15/04/2010 @ 19:25

    Discordo completamente dos comentários, gostei muito do filme. Gostei da história, uma coisa ou outra confusas mas, no geral, instigante. Excelente reconstituição da época, a fotografia do filme remete aos anos 70. A trilha sonora mantém o suspense. No mínimo muito interessante.

  4. Julian disse em 19/04/2010 @ 00:57

    Os pontos fortes são a reconstituição de época, a fotografia e a trilha sonora que remetem com perfeição à estética dos anos 70, mas o que a gente busca num filme é bem mais que isso e esse “A Caixa” apesar de ter uma premissa bem interessante (o lance do botão) se perde em situações confusas e sem sentido, uma tremenda enrolação, com mistérios tolos, filosofia barata e pouco suspense. Bem chatinho.

  5. jhenny disse em 28/04/2010 @ 21:54

    Eu acho que quem não gostou do filme,é porque não intendeu nada do que acontece no decorrer da história.Se não gostaram do filme,então porque não pararam de assistir?É o que eu faria!Mais eu sei a resposta,o filme tem um mistério instigante que consegue te prender,até o final.Eu achei o filme ótimo e Recomendo!

  6. linus disse em 17/06/2010 @ 12:55

    O filme é absolutamente horroroso e os produtores sabiam disso e descaradamente, tanto que, no trailer, maquiaram a(pretensa) temática de ficção científica para empurrar aos incautos (eu incluído) esta bomba, travestida de thriller psicológico. Os protagonistas têm um comportamento mais estranho que os “empregados” do vilão, pautados por condutas ridículas e o filme, ao duvidar da inteligência do público, tenta ser mais didático que cartilha de alfabetização, revelando o “mistério” faltando 40 (torturantes) minutos antes dos créditos finais. Mas o “melhor” é o diretor tratar a NASA, a polícia e a sociedade como uma espécie de organizações tabajara, pois ninguém estranha o que se passa (por exemplo), um hotel de beira de estrada habitado por dezenas de “zumbis”!!!

  7. Luiz Antônio disse em 17/06/2010 @ 23:12

    UMA VIAGEM PRA LUGAR NENHUM!! DESCONEXO, CONTRADITÓRIO E MASSANTE! HÁ FORMAS MAIS INTELIGENTES DE PASSAR MENSAGENS “FILOSÓFICAS”! UM DOS PIORFES FILMES QUE ASSISTI!!

  8. vitor alberto correia disse em 29/06/2010 @ 19:06

    FILME DE MERDA!

    sério, paguei pra ver no cinema.
    fui na bilheteria e pedi o dinheiro de volta, e só não me deram porque era contra a política do cinema – pelo gerente ele devolvia porquê ciooncordeu que era uma bosta.

  9. Leon disse em 06/07/2010 @ 02:10

    Só espero que essa porcaria não se torne cult no futuro, porque isso sim seria uma infâmia.
    E pra quem diz que quem não gostou é porque não entendeu, eu quebro essa regra: entendi perfeitamente e odiei completamente.

  10. André Messias disse em 10/07/2010 @ 16:25

    Realmente um filme intrigante. Não o chamaria de péssimo, porém tinha todas as ferramentas para uma história bem melhor. Usar a peça de Jean Paul Sarte (Entre quatro paredes) como base inspiradora foi um fabuloso insight, porém não tão bem aproveitado. Agradará aos que curtem cinema alternativo. Porém, tem todo o visual Hollywoodiano.

  11. victor hugo disse em 13/07/2010 @ 16:49

    O filme é maravilhoso! excelente! um filme de cabêça angustiante e muito intrigante…um verdadeiro filme de suspense…é um filme de perguntas, e não de respostas, a explicação do filme cabe a teoria do espectador.
    Para assistir este filme ter q ser penssante, pois este filme foi feito para cabêças penssantes, se vc é acostumado com filmezinhos com a explicação na cara e um final feliz, se afatse deste filme.
    NASCE UM NOVO FILME CULT!

  12. tacarrara disse em 13/07/2010 @ 16:53

    100% filosófico! um filme que massacra literalmente a mente da maioria da população brasileira…pois a maioria da população é ignorante, e jamais apreciaria ou entenderia este filme.

  13. LUCAS disse em 14/07/2010 @ 20:08

    DISCORDO DE TODOS Q FALARAM MAL DESTE FILME , POIS ELE e MUITO INTERESANTE . TALVEZ SEJA PQ AS PESSOAS NAO ENTENDERAM. UM FILME Q LEVA AS PESSOAS A PRESTAR ATENCAO ATE O FIM.
    RECOMENDO

  14. P. disse em 18/07/2010 @ 03:05

    Penso que cada família que aperta o botão entra pra uma “corrente da morte”, mas a caixa não é responsável pela morte em si, mas sim a atitude e os valores por trás do ato de “apertar o botão”. Penso que tal caixa poderia representar o extermínio da humanidade, mas a resposta pra acabar com ele é simples: não apertar o botão.

  15. Nelson disse em 21/07/2010 @ 00:24

    Dei muita risada, por ser tão absurdo as colocações do diretor, um absurdo refletido num contexto irreal, com filosofia mal aplicada, sem nexo, sem conotação de arte cinematográfica, que transporta o telespectador em nada ao lugar nenhum. A mensagem que o diretor pensou em passar, até seria boa se não tivesse fumado tanta maconha e viajado tanto na maionese resultando num monte de excremento. os primeiros 20 minutos foram razoaveis mas o resto do filme foi perdido pelo péssimo roteiro.

  16. Douglas Maia disse em 27/07/2010 @ 17:25

    Horrível!! Como todos devem concordar o início é bem interessante, porém o desenrolar é patético e contrangedor.

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