Crítica: Anticristo (2009)

18/11/2009 | 11 Comentários
Anticristo

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Anticristo – Antichrist (2009)

Dividido em seis partes o filme do dinamarquês Lars Von Trier é um daqueles filmes que vão causar discussão por muito tempo ainda. O prólogo abre o filme com uma cena excelente na qual o filho do casal protagonista sai do berço e sobe na janela enquanto os pais fazem sexo. Toda em preto e branco e numa câmera superlenta, a cena prende o espectador desde o início por ser explícita e ser conduzida com uma música clássica ao fundo, o que dá um toque de sensibilidade às imagens fortes da morte da criança.

É essa morte que conduz o eixo central do roteiro que prossegue no Capítulo 1, chamado “sofrimento”, e nos outros três capítulos: “Dor (O caos reina)”; “Desespero (genocídio)” e “Os três mendigos”. O casal (que não tem nome) resolve ir para a cabana na floresta para o tratamento da mulher, que está num processo de luto profundo e está sendo tratada pelo marido, que é psicólogo. Mas o tratamento dela evolui de acordo com o passar do filme e as coisas podem piorar na cabana onde eles estão e onde a natureza influi mais no comportamento da mulher. O longa possui ainda um epílogo, que conta com mais cenas em preto e branco e mais música clássica.

Anticristo

A ideia central do roteiro poderia ser fraca, não fosse a capacidade que Lars Von Trier tem de fazer cenas clássicas e fortes. O processo de luto de uma mãe é algo que pode se tornar perigoso e a personagem nos leva por uma viagem rumo à loucura total e à paranoia numa floresta escura que assusta por si só. A crueldade presente em algumas sequências e a divisão em capítulos deixa o espectador com uma espécie de agonia em determinados pontos do filme, tudo o que alguém que procura por um terror quer.

Algumas frases e imagens ficarão pra sempre na memória de quem pôde ir ao cinema assistir esse filme de fotografia sombria e caprichada que não mostra um mundo a volta com muitos itens coloridos. A floresta dá esse tom escuro à cabana e ao momento do casal, que causa incômodo por não se chamar pelos nomes próprios. Impossível não se envolver no roteiro durante o filme e não se ver como parte do processo de recuperação do luto da mulher, mesmo sem saber seu nome. Com o tempo esse envolvimento vai se transformando e o longa se torna mais interessante ainda, com momentos de medo, crueldade ou da mais pura dúvida. Fato que também merece destaque é o excesso de cenas de sexo do casal, o que pode causar mais incômodo ainda em quem assiste e que pauta a relação do casal em amor e ódio com uma profunda atração sexual.

Existem 11 comentários até agora.

  1. Patricia disse em 20/12/2009 @ 20:21

    Discordo da crítica acima. Um filme confuso,nenhuma cena de causar medo, nada de terror. A história se enquadra na categoria de filmes sobre psicanálise. Até hoje me questiono qual era o objetivo principal da história ?????

  2. Adam ruthven disse em 20/01/2010 @ 02:52

    Talvez o diretor quisesse mesmo fazer um filme como o citado acima, porem logo apos a brilhante abertura, o mesmo se perde num roteiro sem explicações logicas. O filme se resume somente em mostrar o desespero do luto de uma mãe. Não ha conteudo algum sobre o mal que paira sobre a floresta, que é mostrado somente em uma ou duas cenas, contra 200 de chororô.
    Pra mim é mais drama que suspense.

  3. Rondinelly disse em 21/01/2010 @ 22:11

    Eu tmbm concordo…Eu não vi cenas de terror…e não vi o verdadeiro objetivo do filme,o filme parecia mais de drama

  4. erika disse em 07/02/2010 @ 13:07

    tb concordo,apesar de ter saído do cinema (que já não estava cheio)antes do final não consegui ver um filme empolgante e esclarecedor…talvez(se não tiver nada para fazer)eu pegue esse filme na locadora para ver o final.um filme chatíssimo(tirando o início do filme)

  5. Macartiney disse em 23/04/2010 @ 12:21

    Não dá pra entender como o crítico se prendeu a esse filme que é maçante, sem nexo, medo então nem pensar, podia ter sido contratado atores menos expressivos tamanha facilidade na interpretação de pesonagens tão toscos

  6. Thiago disse em 18/05/2010 @ 22:20

    gente sem cultura, acha que terror tem q ter massacre e dilaceramento, com algum tipo de monstro, espírito ou assassino.
    o outro não viu nem o final e ainda tem a cara de pau de comentar q é chatíssimo. Santo Pai.

  7. tony disse em 19/05/2010 @ 16:27

    o filme é RIDICULO AO QUADRADO !! tosco chato, besta.. ter a a cara de pau de achar ésse filme bom.. só pra outras pessoas perderem seu tempo vendo essa bosta… isso que é ser MAL… .. o q faltou nessa ZICA..

  8. CINTIA disse em 07/06/2010 @ 17:33

    Nossa!! perdi meu tempo..filme horrivel confuso..sem objetivo..

  9. Ricardo disse em 28/06/2010 @ 20:30

    Esse filme se enquadra na categoria ‘Drama’…

  10. fábio disse em 08/07/2010 @ 11:48

    O filme é simplesmente horrível,medo nenhum,sem lógica de tudo.Uma merda,a parte boa é a da transa,só.

  11. Sté disse em 07/09/2010 @ 14:58

    É um filme de terror, mas não espere levar sustos. O diretor te mergulha pouco a pouco em loucura e simbolismo, cria uma atmosfera pesada e opressiva que envolve completamente. Assista preparado para cenas de sexo e violência bastante sinistras (mas indispensáveis para o clima doentio do filme). Recomendo não assistir sozinho porque dá muita vontade de comentar depois que acaba.

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